Repensando a estratégia digital

O publicitário Luiz Carlos Pereira, da agência Onze, parceira da ACATS, desenvolve aqui um tema sobre a comunicação no meio digital.

Quando um dos principais players do mercado anunciante do mundo faz uma afirmação dessas, um sinal vermelho deveria acender na sua equipe de marketing:

“A preocupação em fazer campanhas não-intrusivas aumentou a intenção de compra em pelo menos 21%, além de aumentar o número de impressões e retenção do usuário nas redes. O objetivo é transformar campanhas em resultados. Não adianta fazermos campanhas lindas, mas que não entregam ou vendem”. É o que diz Poliana Sousa, diretora de marketing da P&G no Brasil.

Essa afirmação, feita em evento realizado em maio de 2017 na cidade de São Paulo, é resultado de um profundo estudo realizado pela empresa, que decidiu rever todas as campanhas realizadas até então. Essa atitude resultou em um cancelamento de US$ 2 bilhões de seus investimentos em marketing. A estratégia da P&G visa justamente se aproximar dos millennials.

A executiva explicou que “o digital segue como uma iniciativa prioritária na empresa, mas que a revisão de prioridades foi necessária”.

E como não levar em consideração o que a P&G pensa e planeja?

Ainda vemos empresas que se encantam com a utilização do WhatsApp, como forma de levar conteúdo aos seus consumidores. Tem coisa mais invasiva do que receber uma mensagem não solicitada em seu celular?

E os banners que explodem na sua tela quando um site é acessado? A aversão a esse tipo de abordagem é enorme, mas pouco se fala a respeito.

O meio digital exige um conhecimento profundo de mercado, planejamento, estratégia, construção de marca, entre outras tantas coisas que envolvem a comunicação de marketing das empresas. E esse conhecimento não se adquire com alguns anos de mercado. Ele é fruto da experiência de profissionais rodados e do investimento que as agências realizaram, e ainda realizam, em conhecimento e qualificação dos seus profissionais.

Por isso, é importante que as empresas entendam que investir em on-line exige os mesmos cuidados tomados quando se investe na chamada “mídia tradicional” ou, como é chamada atualmente, mídia off-line.

Tem que ter planejamento.

Tem que definir segmento, mercado, público comprador, meios utilizados, pensar em cross media (não só um meio de comunicação) e linguagem utilizada, por exemplo. Cada plataforma possui uma forma de abordagem, mas o conceito de comunicação precisa ser único.

Antes de colocar a comunicação da sua empresa nas novas tendências e velocidade da moda digital, lembre-se do que disse a executiva da P&G: “o objetivo é transformar campanhas em resultados. Não adianta fazermos campanhas lindas, mas que não entregam ou vendem”.

Afinal, o que adiantam as métricas se não conseguimos entregar o conteúdo ao consumidor, e o resultado no seu caixa?

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