No
prazo de três meses, dez redes de supermercados
de Criciúma, Siderópolis, Nova Veneza
e Treviso (SC), deverão disponibilizar
embalagens não poluentes como alternativa
às sacolas plásticas. A determinação
foi firmada em um Termo de Ajustamento de Conduta
assinado entre o Ministério Público
de Santa Catarina e representantes das empresas,
na última quinta-feira (15). O descumprimento
acarretará em multa diária de R$
300 para o estabelecimento.
O
promotor de Justiça Luciano Trierweiller
Naschenweng considera o TAC necessário
pelos danos causados ao meio ambiente devido ao
uso excessivo de sacolas plásticas.
Ele
apresenta pesquisas que apontam que 9,7% de todo
lixo produzido no Brasil constituem-se deste produto,
que leva cerca de três séculos para
se desintegrar completamente e, se incinerado,
libera toxinas perigosas para a saúde.
Além disso, as sacolas são uma das
causas do entupimento de bueiros e córregos,
contribuindo para a ocorrência de inundações.
O
Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do
MP-SC, em conjunto com as Promotorias de Justiça,
recomenda, desde novembro de 2007, a substituição
das sacolas plásticas por alternativas
não poluentes a comerciantes de todo o
Estado.
Os
supermercados também se comprometeram a
divulgar em local visível informações
sobre os impactos que as sacolas plásticas
geram no meio ambiente e a capacitar seus funcionários
para a responsabilidade ambiental.
Em
dezembro de 2008, a possibilidade da substituição
total das sacolas plásticas por embalagens
não poluentes - como sacolas oxi-biodegradáveis,
sacolas retornáveis, sacos de papel ou
caixas de papelão - será avaliada
em reunião a ser agendada, observando-se
os resultados das medidas até então
adotadas. (Com informações do MP-SC).