O
Sistema Público de Escrituração
Digital (SPED) entrará em vigor em 2009.
A partir do próximo mês de Janeiro,
pessoas jurídicas serão obrigadas
a entregar seus documentos fiscais e contábeis
digitalizados, segundo as regras da escrituração
digital contábil, escrituração
fiscal digital e da nota fiscal eletrônica
(NF-e). Pelo projeto da Receita Federal, todos
os registros deverão ser produzidos e
armazenados de forma eletrônica (fitas
magnéticas, discos rígidos ou
ópticos, data centers).
Diretamente
vinculada ao SPED está a NF-e para ICMS.
Obrigatória desde abril deste ano para
os segmentos de fabricação e distribuição
de cigarros e combustíveis líquidos,
incluirá agora em dezembro vários
outros segmentos (cimento, bebidas, medicamentos
e automóveis), que também passam
a ser obrigados a emitir a NF-e. Já os
Setores de gás, siderurgia, tintas, alumínio,
embalagens e autopeças, entre outros,
estarão obrigados à emissão
de NF-e a partir de abril de 2009, quando o
número de notas eletrônicas emitidas
deverá chegar a 45 mil.
Para
Paulo Vianna, gerente de Novos Negócios
da SafeNet Brasil, tal medida permitirá
o acompanhamento em tempo real das operações
comerciais pelo Fisco, além de garantir
às empresas uma significativa redução
em seus custos e despesas operacionais, com
a extinção da nota impressa em
papel. Segundo o executivo a NF-e ainda é
uma ilustre desconhecida no Brasil e as razões
para isso estão na "coincidência"
de nomes entre diferentes projetos: a Nota Fiscal
Eletrônica da Prefeitura de São
Paulo, que gerencia serviços e os impostos
pertinentes; a Nota Fiscal Paulista (também
eletrônica), que estimula com descontos
em outros impostos o contribuinte a declarar
suas compras; e por fim o projeto da Nota Fiscal
Eletrônica (NF-e), conduzido pela Receita
Federal do Brasil em conjunto com as secretarias
de fazenda de todos os estados. Esta, por sua
vez, tem como estratégia uniformizar
a metodologia de tributação e
fiscalização nas diversas cadeias
produtivas, que até então recebiam
trata mentos diferenciados por estado, nem sempre
alinhadas com a política tributária
federal.
Vianna
considera a segurança da informação
como fator crucial neste novo processo de modernização
da economia brasileira. Mas que forma segura
é essa? O executivo observa os dados
que se referem às atividades comerciais
da empresa, são "assinados digitalmente"
com uma chave criptográfica que tem validade
legal - o que significa que a sua legitimidade
está associada a um processo algorítmico
avançado cuja chave deve estar sob a
responsabilidade de alguém que tenha
comprovadamente poder na empresa. "Vale
dizer, o responsável legal. A assinatura
digital anexa-se ao arquivo que se deseja validar
e o acompanha pelo seu ciclo de vida. Se qualquer
dado em seu conteúdo for alterado, a
assinatura perde sua validade e o documento,
sua função".