Para o presidente da ACATS - Associação
Catarinense de Supermercados, José Emílio
Menegatti, o segmento supermercadista é o
primeiro a lamentar a alta de preços dos
alimentos, que acaba prejudicando o resultado de
vendas. "Somos cobrados porque é nas
gôndolas que o consumidor percebe o aumento
de preço quando ele ocorre, mas o supermercado
não forma preço, ele repassa o que
vem na tabela de seu fornecedor", ressalta.
Outro aspecto que o dirigente menciona é
que os alimentos impactam bem mais a percepção
do custo de vida das pessoas porque o consumo é
praticamente diário, diferente de itens como
o vestuário, por exemplo, que é eventual.
Para Menegatti as principais armas do consumidor
quando correm altas de preços de alguns itens
é a busca da substituição temporária
por outros que não tenham aumentado de preço,
além de aproveitar as promoções.
"O segmento supermercadista é bastante
competitivo. O ambiente concorrencial se traduz
num calendário constante de promoções
e é isso que o consumidor pode e deve aproveitar".