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NOTA TÉCNICA: Gripe Suína- 01/05/2009

A Gripe Suína, também conhecida por gripe dos leitões ou influenza suína, é uma doença infecciosa aguda do sistema respiratório que cursa com alta morbidade e baixa mortalidade (menor de 2 %). Está amplamente disseminada em granjas da Europa Central e América do Norte. O subtipo que classicamente infecta os suínos é o vírus H1N1, porém pode ser infectado pelo H3N2 humano, causando infecções mais leves. O H1N1 pode também ser encontrado no homem, cavalo e em algumas espécies de aves. Nos países onde a gripe suína é endêmica a doença afeta os rebanhos principalmente no outono, inverno e início da primavera. A doença tende a ocorrer em epizootias, com intervalos anuais. O vírus, quando sozinho no suíno, causa apenas doença respiratória benigna, mas pode agir sinergicamente com outros agentes bacterianos ou virais causando uma forma de síndrome infecciosa. Sabe-se que o vírus da influenza circula nos animais, onde sofrem rearranjos e recombinações genéticas, e a partir deles podem infectar os seres humanos. No Brasil não há indícios que essa doença afete os rebanhos.

Gripe Suína X Gripe “Norte Americana”

O vírus que está causando este surto de enfermidade respiratória no México e Estados Unidos trata-se de um vírus atípico, ou recombinante, que tem características genéticas em seus componentes dos vírus que afetam suínos, aves e humanos. As informações dos casos de gripe na América do Norte não indicam, até o presente momento, que foram originados de surtos de gripe nos suínos e não há evidências que a cepa presente nos humanos está presente nos suínos no México ou em qualquer outra parte do mundo. A transmissão registrada nos surtos foi de pessoa a pessoa. Em nota, a Organização Mundial de Epizootias (OIE), sugere um nome diferente para esta doença, regionalizado, como já aconteceu no passado com o caso da Gripe Espanhola, sendo indicada à denominação de “Influenza Norte-Americana”.

A denominação de influenza ou gripe suína pode ter efeitos devastadores sobre o consumo da carne de suínos. Esta carne continua sendo um produto seguro e saudável, e que não representa nenhum risco a saúde da população, uma vez que o vírus da influenza não se mantém viável em tecidos e é destruído facilmente por qualquer método de cozimento ou cura. No momento não se faz necessários à introdução de medidas específicas para controle na produção, trânsito e comércio de suínos vivos e seus produtos, considerando que não há risco de infecção para as pessoas que trabalham diretamente com estes animais e para seus consumidores. A Coordenadoria de Defesa Agropecuária, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, está atenta a qualquer eventualidade e em vigilância, ressaltando ao setor produtivo e aos consumidores um estado de segurança e tranqüilidade a ser considerado atualmente.

Méd Vet. Luís Guilherme de Oliveira

Gerente do Programa Estadual de Sanidade de Suídeos - CEDESA (SP)

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