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Posicionamento: A avaliação de 2008 do Presidente da ACATS, Adriano Manoel dos Santos - 05/01/2009

Como se comportou o segmento supermercadista catarinense em 2008?

Primeiramente, acredito que o nível concorrencial do setor, entre os mais
altos do País, é fator fundamental de impulso da nossa atividade. Empresas de pequeno, médio e grande porte mantêm um calendário constante de investimentos na construção de novas lojas, na ampliação e na modernização nas já existentes em busca de mais conforto e praticidade. O consumidor cobra isso e quem não se atualizar ficará fora do mercado. Nos últimos seis anos em Santa Catarina tivemos períodos consecutivos de crescimento nas vendas entre 2% e 5%. Isso significa dizer que os supermercados vêm se consolidando como principal canal de abastecimento das famílias em relação a alimentos, produtos de higiene e de limpeza.

No plano conjuntural da economia, a massa salarial no País cresceu cerca
de 10% e o varejo supermercadista está sendo beneficiado deste processo porque o setor cresce cerca de 8% neste ano. Tudo indica que esta média será mantida pelas previsões dos associados, mesmo com a influência de uma crise financeira internacional que começa a repercutir na chamada economia real porque está promovendo restrição de crédito. Localmente, também temos o impacto da tragédia das enchentes de novembro. Até o final do ano acreditamos que o varejo não será tão atingido. A grande expectativa é pelo comportamento das vendas no primeiro trimestre de 2009.

Quais foram e são os ´gargalos´ do crescimento do setor supermercadista?

Os gargalos do segmento são estruturais e de infra-estrutura, o principal
deles no âmbito fiscal. A carga tributária sobre alimentos e sobre segmentos essenciais tais como energia, telecomunicações e combustíveis é excessiva. A desoneração fiscal, principalmente dos itens de cesta básica, terá repercussão imediata e representa inclusive uma medida de justiça social. Por outro lado o governo precisa modernizar e ampliar o sistema viário de transportes. As estradas estão muito maltratadas e isso encarece a cadeia produtiva pela pressão sobre custos de logística. A legislação trabalhista e previdenciária também carece de uma reformulação profunda com foco em medidas que representem estímulo para a geração de novos empregos, e não o contrário. O governo está avançando e muito no grau de eficiência de seus mecanismos de arrecadação no combate à informalidade.

Como este processo vem dando resultados, criam-se condições para que possa haver redução da carga tributária sem prejuízo de arrecadação, melhorando-se a condição de Justiça Fiscal.

 

 

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