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Lazer doméstico ´puxa´ consumo - 18/06/2009

O Instituto Latin Panel eslaborou um estudo com base no acompanhamento que realiza semanalmente na evolução de consumo 8,2 mil domicílios no Brasil (90% do potencial de consumo residencial do país), de 33 mil domicílios na América Latina e integra o WorldPanel, maior painel de consumo residencial do mundo. Um dos dados que começou a chamar a atenção dos analistas é o crescimento dos gastos em lazer dentro das residências, de 8% este ano. O Brasil já ocupa a terceira colocação num ranking que avalia a expansão do volume de bens não duráveis consumidos em 11 mercados da América Latina, Europa e Ásia.

A gerente de novos negócios do Latin Panel, Rita Navarro, identificou fenômenos bem específicos e conectados com essa tendência. "Cresceram o consumo de produtos como o sorvete em pote, sucos prontos para beber, salgados tipo aperitivo e demais categorias, ao mesmo tempo em que cresceu o número de domicílios com acesso à banda larga da internet e TV por assinatura, sem contar a ampliação das áreas comuns de condomínios em espaços para festas, lazer e entretenimento com opções para toda a família e também o chamado ´lazer gourmet´. Tudo isso vai impulsionando o consumo de alimentos de maior valor agregado".

De acordo com dados do Instituto LatinPanel, as famílias brasileiras ampliaram em 9% o volume de compras de das cestas de alimentos, bebidas, higiene pessoal e de produtos de limpeza, no primeiro trimestre de 2009. "Identificamos o consumidor mais cauteloso, apreensivo com o noticiário falando em crise, mas não há sinais de queda na demanda por volumes de produtos. O consumo continua em alta e vemos as famílias praticando o que chamamos de auto-indulgência, pequenas premiações através de compras e maior valor ou jantares, festas e comemorações familiares ou de grupos nos finais de semana onde a demanda de produtos acaba acontecendo com mais vigor".

Por outro lado o comportamento dos consumidores na hora de comprar está se consolidando cada vez mais em poucos pré-condições. "Acho que o fator tempo é o mais determinante hoje", disse Rita Navarro. "Se faltou um atomatado ou um refrigerante, um complemento de compra, a pessoa não vai procurar uma loja de formato de hipermercado. Ela vai preferir uma loja de vizinhança ou conveniência porque quer resolver rapidamente a sua necessidade".

Este fator de menor tempo possível gasto com a compra se alia a outros dois, na opinião de Rita Navarro, que são a praticidade e a localização das lojas. Ela acredita que este tipo de comportamento do consumidor está fazendo com que a expansão das lojas de supermercados esteja mais forte em lojas de pequeno porte. As lojas de grande porte e as com características de supercenter, com opções de serviços abrigados em lojas satélites, levam a preferência de quem vai realizar uma compra maior, está à procura de um bem durável ou pretende aproveitar a parada para fazer várias coisas no mesmo lugar".

Fotos: Almir Salgado

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