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Legislação
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MTE
sela acordo com empregadores e comerciários para regulamentação
do trabalho aos domingos
Brasília - Após três anos de negociação,
representantes dos trabalhadores e empregadores entraram
em consenso quanto à regulamentação
do trabalho aos domingos no comércio. Os representantes
se reuniram nesta quarta-feira (23), por cinco horas
e meia, no Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE), e firmaram a proporção de dois
domingos de trabalho por um domingo de folga. A abertura
do comércio nos feriados e as condições
de trabalho devem ser definidas por meio de convenção
coletiva.
Dos
56 domingos do ano, o comerciário terá que
folgar18 deles. Para o ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, o acordo é prova do amadurecimento
tanto da categoria patronal quanto, principalmente,
dos trabalhadores. "Esse tipo de comportamento
faz o Brasil evoluir e estar no nível de todas
as nações grandiosas do mundo. O governo
tem que ser o mediador, o árbitro. Quando as
duas partes encontram o caminho do consenso, o governo
deve ajudar para que este consenso seja estabelecido
e formalizado", enfatizou Lupi.
A
geração de emprego como principal
reflexo da decisão também foi apontada
em consenso pelas duas categorias. "A abertura
do comércio aos domingos vai deixar o empresário
mais tranqüilo para se programar. Se estiver dando
resultado haverão mais empregos e impostos.
A modernidade nos leva a isso", afirmou Natan
Schiper, representante da Confederação
Nacional do Comércio (CNC) na reunião,
que considerou o resultado satisfatório para
a categoria dos empregadores, já que o acordo
garante a abertura do comércio aos domingos
e feriados.
De
acordo com o secretário de Relações
de Trabalho, do MTE, Luiz Antônio Medeiros, as
convenções coletivas definirão
detalhes como horas extras, vales refeição
e transporte, jornada de trabalho, entre outros. "Foi
uma negociação em que ambos os lados
se deram consenso. Não podia continuar do jeito
que estava, com o comércio abrindo de qualquer
jeito, sem condições justas para o trabalhador",
disse o secretário.
Segundo Francisco Alano, presidente da Federação
dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Rio
de Janeiro, de Santa Catarina, e representante dos
trabalhadores, a categoria lutou pela humanização
do trabalho aos domingos. "Muitos empregadores
trocam o trabalho aos domingos por um descanso durante
a semana e o trabalhador fica sem tempo para a família.
Buscamos garantias para estes trabalhadores",
garantiu Alano.
O
ministro Carlos Lupi consultará o departamento
jurídico do MTE para a possibilidade do acordo
ser publicado por meio de Portaria Ministerial, ao
invés de Medida Provisória para adiantar
a implementação das decisões.
Atualmente,
a Lei Federal 10.101, de 19 de dezembro de
2000, estabelece o trabalho de três domingos
por um dia de folga a escolha do empregador.
O
trabalho em dias de feriado é proibido e a abertura do
comércio aos domingos é definida
por lei municipal.
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