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Reflexão
pela Passagem do Dia Nacional dos Supermercados
Um novo consumidor
A
Sociedade Brasileira está passando por
mudanças profundas nos últimos anos,
especialmente no que se refere ao consumo. Todos
os elos da cadeia produtiva que levam até este
novo consumidor, a indústria, a distribuição,
o comércio varejista e os serviços,
precisaram se adaptar a esta nova realidade sob pena
de sumirem do mercado. O segmento supermercadista,
responsável por cerca de 80% do abastecimento
de gêneros alimentícios, de higiene
e de limpeza, passou a encarar um contexto não
apenas de concorrência acirrada, que sempre
existiu no setor, bem como a receber em suas lojas
este novo consumidor, atrás de algo
muito maior em troca do pagamento deixado
nas caixas registradoras.
Especificamente
no Brasil, dois fenômenos
tiveram maior influência neste processo de
mudança. A mulher deixou seu papel exclusivo
de dona casa e foi ao mercado de trabalho conquistar
espaço, renda própria e maior autonomia
nas suas decisões, principalmente nas de compra.
No plano conjuntural da economia, com a inflação
controlada, os produtos começaram a ter mais
parâmetros de preço. E os consumidores
cuidaram de dar mais valor ao dinheiro recebido
em troca de suas atividades profissionais.
O
consumidor ficou no direito de ditar novas
regras e a exigir mais opções de produtos
e de faixas de preços, além de dar
mais atenção ao nível de qualidade
da prestação de serviço. O produto,
a mercadoria, por si só, não tinha
mais o mesmo poder de atratividade de outrora, trazendo
conseqüências diretas para o segmento
de supermercados, que neste dia 12 de novembro
comemoram o seu dia.
O
consumidor vai ao supermercado com novos
objetivos. Ele não busca mais apenas um pacote de macarrão,
ele busca uma situação de praticidade,
ou de prazer, ou de bem-estar vinculado ao ato da
compra deste ou de qualquer outro produto. A intenção
pode ser a busca pelo preço ou pela qualidade,
ou ainda uma combinação entre
dois ou mais fatores que ajudam a construir
sua escolha.
Neste
atual contexto, a arte de servir ganha
importância
fundamental. Bem servindo os consumidores estaremos
ganhando sua confiança, sua simpatia e o melhor
de tudo, criando junto a eles uma espécie
de necessidade. Se as marcas de produtos e a qualificação
de quem presta serviços alcançarem
este estágio de manter o consumidor em necessidade,
criando nele o impulso pela busca deste determinado
produto ou serviço, o espaço no mercado
estará naturalmente consolidado. Este
vem a ser nosso maior desafio.
Julio
César Lohn
Presidente da ACATS, em Exercício
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