Florianópolis
(SC) - Ao analisar as medidas do pacote de incentivo
ao crescimento econômico, o Presidente
da ACATS, José Emílio Menegatti,
salienta que a meta do governo é uma meta
permanente do País, algo como sendo um
desejo da sociedade. "Como entidade representativa
de uma classe produtiva a qual emprega um número
grande de pessoas e representa uma fatia considerável
do PIB, o segmento supermercadista quer acreditar
que o sucesso desse pacote depende do compromisso
de todos os setores da sociedade brasileira e
não apenas de um ou outro, na torcida
de que não seja um novo instrumento de
marketing político, mas a efetivação
do compromisso assumido com o país".
Menegatti
faz uma analogia com demais países em
desenvollvimento. "O Brasil precisa retomar
o crescimento. Uns falam que em 2007 o país
crescerá acima de 3%, podendo chegar até 5%.
Dos países do BRIC (Brasil, Russia, India
e China), só o Brasil não apresentou
crescimento superior a 5% aa. Por isso, essa
sigla de países em crescimento corre o
risco de perder a letra B de Brasil".
Num
aspecto o dirigente da ACATS foi enfático. "O
Brasil nao precisa de mais impostos, pois já somos
campeões do mundo nisso. O crescimento
passa também por esse caminho, onde o
aumento dos prazos para arrecadação
podem significar um incentivo ao investimento.
O setor supermercadista brasileiro, que representa
6% do PIB e distribui cerca de 85% do total de
produtos de primeira necessidade neste país
merece um olhar sério e comprometido,
uma vez que emprega cerca de 800 mil pessoas
diretamente, numa demonstração
clara de nossa responsabilidade com o desenvolvimento
deste país".
Menegatti
concluiu dizendo que "precisamos fazer a
nossa parte, independentemente do governo, embora
esperamos que este faça a sua".